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domingo, 10 de junho de 2012

Ainda me lembro



Ainda me lembro como se fosse ontem
Minha memória é brilhantemente infalível
Faz-me lembrar de cada flash como um filme sem cortes
Algumas vezes isso me agrada demasiadamente
Em outras tenho raiva por ser tão precisa
Sinto grande vontade de esquecer fatos
Ter como em um computador de maneira bem rápida
Duas teclas, Shift + Del para apagar de uma só vez
Mas as lembranças são dolorosamente fortes
Lembro daquele nosso primeiro encontro
Ainda vejo seus olhos nos meus num simples encanto
Sinto tuas mãos a tocar o meu corpo levando-me ao seu
O sabor dos seus macios e doces lábios tocando aos meus
Por um momento meu corpo treme de prazer
Nossos corpos em plena sintonia
Respiração inconstante
Lagrimas escorrendo em meus olhos
Malditas lembranças de momentos felizes
Para que existem?
Por que não somem?
Continuarei caminhando...

Jorge Anderson

sábado, 14 de abril de 2012

Recomeçar...



Que diante de tamanha beleza eu me perca
Ou simplesmente possa me encontrar
Que na linda cor dos teus olhos possa mergulhar
Descobrir e partilhar segredos
Encontrar-me
Que no tom suave de sua pele
Refresque-me em devaneios bobos
Outrora amar
Que com esse lindo sorriso
Os meus dias possa iluminar
Que nas lindas curvas dos teus lábios
Saciar desejos de uma boca doce beijar
Que em tamanho esplendor de formosura
Acreditar no amor
Recomeçar...

Jorge Anderson

quinta-feira, 1 de março de 2012

Enlouquece-me


Vem ao meu encontro
Encosta tua pele quente a minha
Nesta noite fria
Esquenta-me

Enlouquece-me
Desejo este corpo macio sobre o meu
Chega devagar e sorrateiro

Deixe-me sentir tua respiração
Beija minha boca suavemente
Morde, suga, toca

Passeia esses lábios sedosos
No meu corpo todo
Como um cego em busca de uma saída no labirinto

Toca meu corpo com suas mãos fortes
Sei que sabe usá-las, de maneira apropriada
Com diferentes intensidades em cada ponto

Provoca-me, seduz, alucina, acalma-me
Faz de mim um objeto de desejo inalcançável
E termina por fim matando-me de prazer
Pois sou todo seu.

Jorge Anderson

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Sublime e inolvidável



Você está longe, eu sei
Foi embora sem deixar recado
Um tchau, até logo
Deixou apenas em mim marcado
As lembranças do seu olhar carinhoso
Seu sorriso, o sabor dos teus lábios
Sua expressão moleca e ao mesmo tempo tímida
Mesmo que em algum instante isso desaparecesse
E percebesse em ti, algo tentador
Deixou em mim a vontade de um amor
A sensação de ter alguém para se gostar
Ligar no dia-a-dia, falar um oi, saudade...
Deixou em mim a saudade
De ter-lhe ao meu lado
Naquela nossa praia
Naquele nosso dia
Um único momento
Sublime e inolvidável

Jorge Anderson

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Senhor do tempo


Só por mais uma noite
Apenas por essa noite
Deixe-me esquecer você
Saia dos meus pensamentos
Mantenha-se longe
Retire seu cheiro do ar
Sua respiração dos meus ouvidos
O sabor dos seus lábios dos meus
Já não sou mais um garoto
E ainda assim não consigo controlar
Dizem que o tempo é o senhor da razão
Mas ainda não conseguiu retirar-lhe do meu coração
Já não sei mais o que fazer
Com tamanha dor ao ver você
Os olhos batem nos seus
E todas as lembranças vêm como reflexo
Mas não é certo, tamanho o incerto
Já não mais cabe querer você
E eu só peço, pra lhe esquecer
Senhor do tempo, cadê você?

Jorge Anderson

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Algo atípico


Um dia triste, algo atípico aos dias atuais
Mas não seria eu, se a alegria em mim vivesse demais
Sou um tanto exigente, sinto sempre falta de algo
Neste momento, algo que não posso me dar
Que dependo de outro ser para aliviar
É a mistura do vazio que se dá por falta de um carinho
Mas um carinho especial e diferente
Que vai além de sexo e lábios quentes
É um querer, ter algo constante
Que se constroi a todo instante
Reunindo uma mistura de sensações inconstantes
Com a união de sentimentos bons e contantes
Resumindo-se na palavra AMAR.

Jorge Anderson

sábado, 30 de julho de 2011

Um Sonho...


Paro algumas vezes e me coloco a pensar...
Quantos amores na vida são necessários viver?
Ou será que aquela história é real,
De que o amor é um único e para a vida toda?
E se assim for, quando, deixado por esse amor
Sofrer pela vida inteira é o fim?
Será que mais ninguém é capaz
De acender o fogo dentro de mim?
É possível não mais sentir por outro alguém
O coração ao ver, bater mais forte?
O arrepio ao primeiro toque?
O ofegar da respiração, ao tocar dos lábios?
Não!
Já vivi o amor que achei perfeito!
Já tive o amor me completou por inteiro!
Já conheci o que pensei ser a perfeição
De um mundo inteiro...
Mas não foi tão perfeito...
E hoje, sem buscar espero
Um amor inteiro

Jorge Anderson

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Tocar-me



Em alguns momentos me pego a tocar meu corpo
Sinto uma nostalgia tremenda,
A cada parte percorrida
Ao tatear as mãos

Sinto as tuas mãos, pousando levemente em meu corpo
Sinto um toque suave e ardente
Sinto um pegar forte e eloqüente
Sinto prazer, excitação, desejo

Sinto você com a boca em meu peito
Sinto sua língua e lábios a despir-me
A seguir meu corpo em toda a sua extensão e sentido

Arrancando-me Sons e suspiros
Fazendo-me suar, por anseio
De ter você sobre o meu corpo
Tendo-me por inteira.

Jorge Anderson

terça-feira, 28 de junho de 2011

domingo, 12 de junho de 2011

Sombras e digitais



Dentro de mim vejo sombras
Chamada lembrança,
Que não me deixam esquecer você

Os lábios que toco
Independente como ocorra
Que nem os seus
Não têm iguais

Em meu corpo digitais,
Por onde passo minhas mãos
São como sentir suas mãos em mim

Sombras e digitais
Que não me deixam em paz
Que me entristecem demais

Vão embora depressa
Permita-me viver
Um novo amor
Um novo querer

Jorge Anderson

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Conhecer


Quer me conhecer?
Quer olhar de perto meus olhos?
Venha até a mim
Chegue bem perto
Tão perto quanto a sua respiração possa sentir a minha
Onde seus lábios toquem os meus
Onde o seu corpo fique tão unido ao meu
Que ambos se tornem um.
Eis o meu exterior
E dentre tantas partes que possa conhecer.
Fique um tempo ao meu lado,
Converse comigo
Conviva
E me conhecerás de verdade
O meu interior
O intimo
O verdadeiro ser.

Jorge Anderson