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quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Se não me queres


Se não me queres, não me tentas
Não se faça ardente presença
Se não me queres, não me iludas
Não me traga tanto calor e doçura
Se não me queres, Não provocas
Sou só desejo, pudor e carne
Se não me queres, Não me julgas
Conheça-me e tire a conclusão
Se não me queres, não se aproveitas
Respeita-me
Se não me queres, aprenda
Sou muito mais do que pensas,
Não brinque hoje, pois o amanhã é incerteza
Hoje comigo brincas
Amanhã a mim pode amar
E se assim souber julgar
Longe de ti quero estar
Sem nenhum mal lhe desejar
Se não me queres, Desapareça
Esqueça-me

Jorge Anderson

domingo, 7 de agosto de 2011

Palavra ao tempo



Deveria ter nascido no tempo de meu tataravô, onde as palavras tinham respeito e valiam se impuser, bastava falar seu nome e o respeito lhe era concedido, hoje se assina em cartório e de nada mais adianta, as pessoas falam qualquer coisa para conseguir o que lhes importa.
Acreditar nas palavras se tornou difícil, muitos dizem, eu te amo e fazem promessas, e ainda existem pessoas bestas como eu, que acredita e cai na marmelada.
Peço a Deus que troque meu coração, coloque em seu lugar uma pedra, retirem de mim sentimentos e substitua por falsos argumentos. Não quero mais ser tão correto, já que comigo não são, quero sair do diferencial e não viver na solidão.
Usar, abusar, resenhar, desdenhar, brincar, não mais chorar, não mais sonhar, Deixar de viver.

Jorge Anderson