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quinta-feira, 10 de maio de 2012

E no fim



Gosto de estar perto
Mesmo que o perto já não me faça bem
Loucura talvez
Quem sabe, já não sei
Só sei que dói perceber
Que de mim estás distante
Que as demonstrações visuais são constantes
Com palavras, mesmo não intencionais me magoa
Seu olhar ainda me cativa
Estar perto me proporciona vontades
Mas eu sei, já não é mais conveniente
Essa proximidade entre agente
Pois enquanto você me sorri, eu sangro por dentro
Continuo sorrindo sem transparecer
As minhas dores por você
Eu sei, vou lhe perder
Mas também é um fato
Não terá mais a mim
E no fim, difícil será saber
Quem mais vai perder
Se serei eu ou você.

Jorge Anderson

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Como não se apaixonar.



Observo-te constantemente
Como um lobo faminto
A espera da sua caça

Com meus olhos sorrindo
Emitindo um brilho, ao lhe observar
Sorriso de canto, feito bobo
Não sei disfarçar

Tu és tudo que quero
Não existe mistério
Vem logo pra cá

Nem louco, nem santo
Tão pouco puritano
Me desperta desejos
Em qualquer lugar

Percebo-te com seu brilho único
Tal qual a lua cheia sobre o mar
Trazendo paz, alegria
Em qual quer lugar

Com tão lindo olhar
Expressivo e sorridente
Como não se apaixonar.

Jorge Anderson

sábado, 25 de fevereiro de 2012

O que importa...



Será que pensar, falar, desejar é algo tão errado assim?
Até onde devemos nos podar, adormecer as vontades, nos punir?
Vivemos em um mundo tão louco, onde os certos são poucos,
E ainda assim posto a provação, quem haverás de afirmar
Que o doido não é o certo então?
E quem impõe regras, saberás se tinha razão!
Não quero ser certo, não quero ser santo...
Quero apenas o encanto, de um doce encontro
Entre meu eu e a minha satisfação.
Sem me importar, se sou mocinho ou vilão
A vida é tão curta e o tempo passa tão rápido
Estou vivo hoje e o amanhã quem sabe
Quero somente viver e buscar minha felicidade...

Jorge Anderson

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Quero um amor



Quero um amor,
Seja como for
Não precisa ter cheiro de flor
Nem ser azul como o céu

Nem tão calmo como a brisa da manhã
Quero um amor
Aquele que me dê atenção
Que esteja comigo em comunhão

Que tenha belas palavras de carinho
Leves toques no coração
Que transborde meu corpo quente como um vulcão
Que me traga desejos, loucuras, tentação

Quero um amor
Que me faça tentar entender o que sinto
Mas que de tão majestoso que seja
Perca-me em meus instintos

Quero um amor
Que se mostre indecifrável, mas fiel
Que traga alento ao meu bordel
Que me aposente e leve-me ao paraíso.

Jorge Anderson

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

O que será?


O que será? O que será?
O que será que se passa aqui dentro?
É uma agonia, um movimento,
É um dissabor a todo o momento.

O que será? O que será?
O que será que estou vivendo?
É uma alegria aqui dentro,
E não cabe em mim tamanho sentimento.

O que será? O que será?
O que será que estou vendo?
É um colorido intenso,
É a liberdade de um ser intenso.

O que será? O que será?
O que será tamanha compleição?
É um ápice idílico,
É um desejo bom.

O que será? O que será?
O que será que estou sentindo?
É uma pabulagem enfrenada,
É uma loucura desvairada.

O que será? O que será?
O que será de minha vida?
É um viver, mas sem viver,
O que será? O que será?

Jorge Anderson